Primeiro Mundo

De férias, o destino escolhido desta vez foi os Estados Unidos da América.

Volto, mais uma vez, impressionado com o alto grau de desenvolvimento, bem com o nível de excelência alcançado naquele país, e me pergunto por que os Estados Unidos são o país mais bem sucedido do mundo? Por que naquela terra você não vê miséria e estagnação econômica, ao contrário de nosso País? Tento responder que a fórmula, ou melhor, o segredo americano, que você jamais encontrará em nenhum livro de economia, é que os Estados Unidos são um país bem administrado, um país administrado por profissionais.

Em recente pesquisa constatei que aproximadamente vinte por cento dos graduados de universidades americanas são formados em administração. Administração é a profissão mais freqüente e, portanto, a que dá o tom ao resto da nação.

Infelizmente não podemos falar o mesmo do Brasil. O País nunca foi bem administrado, pois sempre fomos administrados por profissionais de outras áreas, desde nossas empresas até o governo. O caso mais claro é o atual Ministro da Economia que tem como formação a medicina.

Acredito piamente, até por sempre desejar um futuro melhor a minha Nação, que isso lentamente irá mudar. O Brasil vem investindo muito em cursos de administração, hoje já temos aproximadamente 2300 (dois mil e trezentos) cursos em funcionamento no país. Antes, nossos gênios escolhiam medicina, direito e engenharia. Agora escolhem medicina, administração e direito, nessa ordem.

E nessa mudança observamos que somente 5% das empresas brasileiras contavam com um profissional da área, para tocá-las. O resto era dirigido por “empresarinhos” que aprendiam administração no tapa. Acredito que por isso, até hoje, 50% das empresas brasileiras quebram nos dois primeiros anos e metade de nosso capital inicial vira pó.

Tenho certeza absoluta que o aumento participativo de profissionais gabaritados na gestão das empresas, bem como nos órgãos públicos, significará para o Brasil uma era muito promissora. Finalmente seremos administrados por profissionais e não por amadores. As empresas brasileiras, na ordem de 50%, não mais quebrarão nos primeiros anos de vida, e nossos investimentos gerarão empregos e não falências.

A missão de deixar a nossa nação organizada não será uma transição fácil, pois as classes dominantes não aceitam dividir o poder que têm. Há muita gente interessada em manter a bagunça e a desorganização, que é contra a supervisão, eficiência e organização, como vivem denunciando muitos colunistas de economia como Miriam Leitão, Lillian Witte Fibe, Alexandre Garcia, dentre outros.

É visivelmente claro a enorme diferença entre uma nação desenvolvida e uma não desenvolvida ou em desenvolvimento, como queiram chamar, diferença esta em todos os aspectos (econômicos, sociais, políticos etc.). As cidades são limpíssimas, parecem até serem lavadas diariamente; as escolas da educação infantil, ensino fundamental e ensino médio são totalmente gratuitas; o governo tem por obrigação oferecer este serviço como prioritário e de excelente qualidade. As questões da saúde e da habitação também têm um tratamento especial. Os preços dos produtos de uma modo geral têm o mesmo comportamento, são totalmente estáveis. Observando essa seriedade e respeito para com o consumidor, às vezes ficamos chocados pela forma em que somos tratados em nosso país. Os brasileiros pagam uma das maiores cargas tributárias do planeta, portanto deveríamos ter o retorno em saúde de excelente qualidade, em educação séria, bem como em infra-estrutura básica respeitável, e não essas buraqueiras que encontramos em nossas estradas, o povo morrendo nas portas de hospitais e a grande maioria da população analfabeta.

Amamos a nossa terra e procuramos sempre, de uma maneira ou de outra, ajudar na recuperação de nossa nação. O Brasil tem cura e um grande potencial para fazer parte deste maravilhoso PRIMEIRO MUNDO.