Mundo e Sub-Mundo

O Brasil ainda tem muito caminho pela frente para chegar ao patamar desejado, ou seja, o rumo correto do seu desenvolvimento. Numa economia muito oscilante, como é o nosso caso, as pessoas, principalmente os de classe média e baixa, dificilmente tem como fazer uma programação econômica/financeira correta a curto, médio e longo prazo que atendam suas necessidades básicas.

Em recente viagem à Europa, depois de três anos sem retornar àquele continente, pude observar que mesmo com a entrada do Euro, uma moeda fortíssima, que vem diariamente detonando o dólar americano, bem como 95% de outras moedas do mundo, nos países que compõem o bloco do Mercado Comum Europeu há uma estabilidade visível na economia, refletindo com isto na quietação dos preços dos produtos mais diversos.

Sem dúvida alguma somos um país novo, que ainda procura a sua verdadeira vocação/identidade; acredito que o nosso caminho correto seria a uniformidade das ideias/planos e/ou programas, bem como a continuidade dos mesmos. O que vimos muito em nosso país, tanto na esfera Federal, Estadual e Municipal é que nada que o ex-gestor fez ou planejou dentro da administração é bom para dar sequência; com isso as administrações seguintes resultam sempre num novo começar, provocando uma acentuada demora nas execuções de projetos de desenvolvimento.

A organização do turismo, maior filão dos países desenvolvidos, nos Países Europeus, América do Norte, Ásia e em pequena parte do Continente Africano superam em muito os países da América do Sul; o Brasil chega a perder para a Argentina, mesmo no momento atual em que eles atravessam crises diversas. Não consigo entender que um país continental, onde temos sol o ano todo, praias belíssimas, enfim todos os tipos de ecossistemas do planeta, e ainda ensaiamos os primeiros passos para encontrarmos nossa vocação de desenvolvimento sustentável.

Por tudo isso acredito que ainda somos sub-mundo, apesar de termos todas as condições para num curto espaço de tempo sermos um país de primeiro mundo.