Celebridade

Falava dias atrás, em uma rodada de amigos sobre Celebridade e o desejo que algumas pessoas têm de tornarem famosas ou, pelo menos de estarem perto de alguém que tenha galgado a notoriedade. Realmente, mesmo não dando muita importância ao assunto, ao aproximarem de alguém renomado seja do meio político, artístico, esportivo ou social sente-se um certo “frison”, ao pensar que aquela celebridade é uma pessoa quase íntima do seu convívio diário, por ela estar no dia a dia na sala de sua casa na telinha da TV, como também nas páginas de jornais e revistas.

Certa vez, almoçava com amigos em uma “trattoria” na cidade de Londres – tudo ocorria normalmente quando de repente apareceu a grande estrela de Hollywood dos anos 40/50, Lauren Bacall. Você podia ver a inquietude das pessoas em seus semblantes, os olhares direcionados à mesa da musa, todos boquiabertos e extasiados com o esplendor da beleza da atriz. Naquele momento, por minha cabeça passava um grande filme com pequenos “breaks”, lembrando e comparando cenas e emoções vividas no passado. Emoção maior sentia tempos depois, em um “bistrô”, desta vez na cidade de Nova York, precisamente no bairro do Soho. O local era pequeno, mas muito aconchegante; a comida de primeiríssima qualidade; as mesas, além de pequenas, muito próximas umas das outras. Começava a degustar o meu “fígado em tiras”, quando, para surpresa geral, sentou-se ao meu lado a magnífica Angélica Huston, também atriz hollywoodiana, que ficou imortalizada pela sua brilhante performance no filme “Família Adams”. As manifestações das pessoas em volta são coisas que não se explicam, pois cada uma reage de forma diferente, sob o comando da emoção.

Na semana passada, o programa da rede globo “Fantástico” apresentou uma matéria sobre o nosso rei Pelé, a qual foi feita em Manhattan, na cidade de Nova York, a mais cosmopolita de todas as cidades do mundo, e um termômetro ideal para medir a popularidade de qualquer pessoa que sonha em ser uma Celebridade Internacional. Não é o caso de Pelé, pois sabemos que ele é, sem dúvida, uma das maiores celebridades do mundo de todos os tempos. Até mesmo a rainha Elizabeth da Inglaterra faz “tietagem” ao nosso rei. Fiquei impressionado ao ver a reação das pessoas, parando para abraçá-lo, pedindo autógrafos, algumas acenando de dentro dos carros, das janelas dos edifícios. A popularidade de Pelé parou Nova York e para o mundo.

No Brasil, pela convivência e amizade com algumas pessoas queridas do povo brasileiro, observei e pude constatar de perto que os célebres e notáveis são em geral, bastante simples. Embora, às vezes, sejam fazedoras de opinião, ditadoras de moda e estilos, e influenciadoras dos rumos políticos, elas gostam das coisas mais simples quando estão no seu mundo natural, longe dos palanques, dos holofotes e do glamour. Buscam e desejam até o anonimato que lhes é impossível conseguir, pois são CELEBRIDADES.