O desenvolvimento é o resultado de um ideal posto em prática. O ideal, contudo, como ponto de referência do desenvolvimento, é que pode ser maior ou menor, de acordo com quem o exercita, colocando em prática sua idéia. Há pequenas ou grandes idéias, como são pequenos ou grandes os desenvolvimentos.
Agora, como Prefeitos Eleitos, os Senhores são a soma das idéias da sociedade municipal e do Estado em que se destacaram. E aí se obtém, como resultado, o ideal de suas comunidades e, mais adiante, o desenvolvimento pretendido pela sociedade de que os Senhores se tornaram líderes.
É nesse contexto que se localiza a vontade do desenvolvimento. Pois nada, ninguém ou coisa alguma nasce para a estagnação ou o paradeiro, mas para o desenvolvimento. Tudo, nascendo, surgindo, aparecendo, vive em função da busca de sua própria realização. É que a vida, qualquer que seja ela, busca a realização de seu ideal. Pois a vida é movimento contínuo de afirmação de si mesma, de auto-realização ou de complementação de sua capacidade de ser.
E em quê, no contexto do Estado, como comunidade maior que o município, se manifesta o ideal do desenvolvimento? É Ruy Barbosa quem diz que se nós multiplicarmos as células teremos o organismo, tanto quanto na multiplicação da família nós teremos a Pátria. A sociedade, portanto, em qualquer de seus níveis, tem como objetivo o bem-estar social. É que a saúde do organismo ou do corpo depende da saúde de suas células, tanto quanto, na sociedade, a saúde é o bem-estar das famílias.
Então, todo desenvolvimento do município e do Estado se alcança somente com o bem-estar dos cidadãos e de suas famílias.
É essa a razão de nos reunirmos, como maiores responsáveis pelo bem-estar de nossas comunidades, para discutir e decidir sobre tudo aquilo que possa representar o desenvolvimento.
Desenvolver é buscar o bem-estar; é realizar a vontade sadia das pessoas que convivem em sociedades; é somar a felicidade de cada um, para que todos sejamos felizes.
Neste propósito, todavia, faz-se necessário que certos princípios, normas e métodos de convivência sejam respeitados. Porque não há direitos nem obrigações sem limites. Todos, em sociedade, nos sujeitamos aos limites dos costumes, das moralidades, das culturas ou das leis, sob as quais a convivência humana se torna possível. Pois a fome, a doença, o desamparo, a ignorância, o desabrigo, o desemprego, etc são o desequilíbrio da sociedade. E o desequilíbrio, a discriminação e a desigualdade nas opções de vida é que tornam infeliz o homem social.
Aí, então, ao lado das Instituições mais representativas e organizadas das sociedades, o Tribunal de Contas não poderá desmerecer sua atribuição de fiscalização das atividades dos gerentes públicos na busca e na administração do bem-estar das sociedades modernas. Por isso o Tribunal de Contas, no desempenho de suas funções, acompanha o gerenciamento da coisa pública sob os aspectos do seu controle orçamentário, financeiro, patrimonial, contábil e operacional. E ainda sob os princípios da economicidade, da legitimidade e da legalidade. É que os atos administrativos de compra e venda do bem-estar social interessam a todos os cidadãos, que vigiam, por intermédio de instituições legais, suas execuções, tanto na oportunidade da estimativa das receitas, quanto na fixação e na execução das despesas públicas.
O que se verá, nos dias seguintes, nos assuntos que serão abordados pelos ilustres palestrantes, os Senhores Secretários de Estado, representantes do Poder Judiciário, do Ministério Público e dignos Conselheiros do Tribunal de Contas juntamente com o ilustre Procurador Geral de Contas e o Chefe da Auditoria, é justamente a transmissão aos Senhores Prefeitos Eleitos dos anseios que temos de compartilhar e de colaborar com suas próximas gestões, mostrando-lhes o “caminho das pedras” da administração pública, para que nelas, como gestores, não tropecem, na realização de seus propósitos de servir aos seus concidadãos, na busca de seu bem-estar.
Em nome do Tribunal de Contas, como demonstração de solidariedade aos novos Prefeitos do Tocantins, queremos compartilhar nos sacrifícios e nos êxitos de suas administrações, invocando a proteção da fé e da esperança de cada um, sob as bênçãos divinas, na realização do bem-estar de nosso povo tocantinense.